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Veta Zema

Desde que os aplicativos de ônibus surgiram, os brasileiros puderam viajar com mais conforto e segurança e pagando, muitas vezes, menos da metade do preço. Milhares de microempreendedores, donos de pequenas empresas de frete (devidamente cadastradas e fiscalizadas pelo DER), passaram a ter mais clientes, renda e comida na mesa. E ainda geraram dezenas de milhares de empregos.

Guilherme da Cunha (NOVO-MG) | Hoje em Dia


A ideia é muito boa e gera tantos benefícios para passageiros, empreendedores e trabalhadores que uma empresa pioneira do setor, de dois mineiros que começaram com um investimento de R$20 mil, há quatro anos, hoje patrocina Galo e Cruzeiro e planeja investimentos de R$100 milhões em Minas.


A ideia é tão boa que passou a incomodar os grandes empresários de ônibus, que, durante décadas, monopolizaram o setor e construíram seus lucros sobre uma clientela sem opções, forçada a pagar o preço que fosse se precisasse viajar. E então veio a reação para acabar com os aplicativos e a concorrência.

Primeiro, uma decisão ilegal do TCE-MG suspendeu o decreto do governador que aumentou a concorrência no setor. Na sequência, a ALMG revogou esse mesmo decreto e propôs um PL para acabar com a concorrência e com os aplicativos, que foi votado na semana passada.

Ao longo da tramitação do projeto tentei mostrar aos colegas como ele era ruim. Apresentei comparativo de preços de viagens na rodoviária e nos aplicativos para cada deputado, sinalizando como o projeto faria mal para a região que eles representam. Ainda assim, o projeto foi aprovado, por 34 votos a 21.

Uma vitória amarga para quem votou a favor, pois o preço político que pagarão em suas bases por aprovarem algo tão prejudicial ao povo deverá ser elevado. Uma derrota cheia de esperança para aqueles que, como eu, tanto trabalharam para evitar o pior. E a esperança tem número: 34.

Na votação de primeiro turno, 42 deputados disseram SIM ao péssimo projeto. No segundo turno, 34, e 34 votos não são suficientes para derrubar um veto do governador caso ele tope o desgaste com a Assembleia para fazer o que é o certo. Seriam necessários 39.

O mesmo trabalho que fiz para tentar barrar o projeto, farei para que o governador dê o veto. Dele, não espero nada diferente disso e ficarei terrivelmente decepcionado caso não o faça.

Não há desejo de boa relação com a Assembleia que justifique concordar em fazer o povo pagar o dobro para viajar, e o povo já deixou muito claro que deseja concorrência e liberdade em mais de 15 mil comentários deixados nas redes do governador em menos de dois dias, todas com uma só mensagem: #vetaZema.

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